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segunda-feira, 18 de julho de 2016

Oriza - De Cosméticos à Planta Medicinal

segunda-feira, 18 de julho de 2016 - 0 Comments




A Pogostemon cablin [Blanco] Benth. ou P. patchouly Pellet. é uma espécie alóctone originária da Índia pertencente a família botânica Lamiaceae, que ficou conhecida popularmente no Brasil como Oriza, Patcholi, patchuli ou patchouli.
É uma planta arbustiva perene que cresce de 0,3 a 1,0mt, possui caule ereto, grosso, quadrangular, lenhoso na base, violeta-castanho, ramificado no dossel superior. Suas folhas são lisas, aveludadas, cobertas com um tomento amarelado fosco e glândulas de óleo em ambas as faces, ovadas, ponta subaguda, base cuneada, inteiras, pecioladas, opostas, com as margens grosseiramente duplo-dentadas, fortemente aromáticas e medindo 5 a 10cm de comprimento por 3 a 7cm de largura. As flores apresentam-se em glomérulos com espigas compostas, hermafroditas, pentâmeras. Fruto seco. Os ramos são radicantes.
Prefere clima quente e úmido. Em regiões subtropicais o crescimento é lento e não ocorre o florescimento. Prefere solos aluviais, ricos em matéria orgânica e bem drenados.

Plantio:
Espaçamento :1,2 x 1,0m.
Propagação: estacas de ramos. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita, mantidas sempre umedecidas, sob tela de sombrite 70%.
Plantio: outubro a novembro.
Adubação: 1kg de húmus de minhoca ou composto orgânico e 100g de fosfato natural por planta. Readubar anualmente, aplicando-se 10g de fosfato de amônio por planta, a cada três meses, na primavera e verão.
Nutrição: é comum ocorrer sintomas de deficiências nutricionais, sobretudo de fósforo e magnésio, sob temperaturas baixas.
Plantas daninhas: por ter um crescimento lento, é imperioso que se faça um bom controle dos inços desde o plantio.
Colheita: inicia 12 a 14 meses após o plantio. As folhas são colhidas antes do florescimento, quando ele ocorre.


A Oriza é utilizada no tratamento de dor-de-cabeça, fastio, náuseas, vômitos, diarréia, coriza, eructações, cólicas, halitoses, influenza, febre, dores musculares, tosse e dispepsia.
É antibacteriana e demulcente.

Uso:
6 a 12g/xícara, na forma de pó, infusão ou decôcto; 4,5 a 9g/xícara.
Utilizando-se toda a planta, exceto as raízes.

Conheça Melhor:
O óleo essencial da planta, obtido por destilação, é utilizado na fabricação de perfumes, cosméticos e sabonetes.
As folhas pulverizadas, embaladas em saches, protegem as roupas do ataque de insetos.






ATENÇÃO: As propriedades medicinais e terapêuticas aqui postadas foram repassadas de geração em geração através do conhecimento popular, portanto, é necessário muita cautela na sua manipulação.
Não toque ou manipule qualquer planta para a produção de remédios caseiros sem antes ter uma prévia avaliação médica da situação do doente.
A manipulação de todo e qualquer espécie vegetal para a extração de propriedades terapêuticas ou medicinais deve ser feita apenas por pessoa com muito conhecimento no assunto e não pode substituir qualquer tratamento receitado por médico. Muitas plantas são tóxicas e podem oferecer risco de morte e demais transtornos. Não nos responsabilizamos por qualquer ato de terceiros com o uso das informações aqui postadas.
IMPORTANTE: Tenha bem presente que esta não é uma página de receitas medicinais, mas sim uma divulgação dos usos e costumes das populações acerca dos usos populares das plantas empregues tradicionalmente na medicina caseira. Assim, esta página não pretende ser uma página de medicina mas sim uma página em que se transmite o património cultural do povo. Deste modo, é de salientar que qualquer utilização desta página como orientação para o consumo das plantas nela apresentadas é da exclusiva responsabilidade do visitante.


segunda-feira, 4 de julho de 2016

Cipó de Imbiri - Combate até Epilepsia

segunda-feira, 4 de julho de 2016 - 0 Comments


Indicações da Coronha:
Previne o derrame e remove as seqüelas do derrame. Indicada ainda para a epilepsia.
É tônico, calmante nervoso e parasiticida.
Forma de Uso:
Infusão: até 1g do pó da semente por xícara de água. Tomar apenas uma xícara ao dia, em goles.
As partes utilizadas são as sementes, que devem ser sempre submetidas ao calor.




A Dioclea violacea M. pertencente a família botânica Papilionaceae. ficou conhecida por diversos nomes populares, que variam conforme cada região do país, mas entre eles os principais são Coronha, Cipó-de-imbiri, Coroanha, Mucunã-assú, Micunã, Pó-de-mico ou Olho de boi.
A Coronha é uma espécie autóctone da América do Sul, vegetando desde as regiões equatoriais até as subtropicais. Trepadeira de grande porte, com o caule flexuoso, recoberto por densa pubescência castanha, folhas pecioladas, composta por três folíolos grandes, os laterais quase sésseis e o apical longo peciolulado, ovado-oblongos, abruptamente agudos no ápice e arredondados na base, quase glabros na face inferior e um pouco pubescente na superior.
Inflorescência violáceas com a base do estandarte amarela, disposta em rácimos eretos. O fruto é uma vagem séssil, coriácea, com 12 a 14 cm de comprimento e 5 a 6 cm de largura, revestida por uma densa pilosidade ferrugínea, contendo 3 a 4 sementes achatadas, castanho-avermelhadas, vernicosas, duras, com o hilo preto, com cerca de 2 a 3 cm de diâmetro e até 1 cm de espessura.




Forma de Cultivo:
Espaçamento: 3 x 3m.
Propagação: sementes. Faz-se a pré-germinação das sementes em uma bandeja com água.
Plantio: primavera. As sementes pré-germinadas são plantadas diretamente no campo, em covas.
Tutoramento: para evitar-se o pisoteio e facilitar o manejo da planta, utilizar cercas ou armações de arame para a condução da planta.

Curiosidades: Esta planta também pode ser utilizada como formicida.


ATENÇÃO: As propriedades medicinais e terapêuticas aqui postadas foram repassadas de geração em geração através do conhecimento popular, portanto, é necessário muita cautela na sua manipulação.
Não toque ou manipule qualquer planta para a produção de remédios caseiros sem antes ter uma prévia avaliação médica da situação do doente.
A manipulação de todo e qualquer espécie vegetal para a extração de propriedades terapêuticas ou medicinais deve ser feita apenas por pessoa com muito conhecimento no assunto e não pode substituir qualquer tratamento receitado por médico. Muitas plantas são tóxicas e podem oferecer risco de morte e demais transtornos. Não nos responsabilizamos por qualquer ato de terceiros com o uso das informações aqui postadas.

Mimo de Vênus - Bela e Funcional




O Hibiscus rosa-sinensis L. é uma bela e funcional espécie pertencente a família botânica das Malvaceae. que no Brasil ficou conhecido com diversos nomes populares diferentes, tais como: Amor-de-homens, Amor-dos-homens, Aurora, Brincos, Brincos-de-vênus, Firmeza-dos-homens, Graxa-de-estudante, Graxa-de-soldado, Hibisco, Pampoela, Pampulha, Papoula, Rosa-da-china e Mimo de venus.
É uma planta originária da China e aclimatada em todo Brasil, sobretudo em arborização de avenidas, parques e jardins.
Planta arbustiva grande ou árvore pequena, ramificada, de caule redondo. Folhas ovaladas, sutilmente cordadas na base, crenadas, ápice acuminado e base obtusa. Flores vermelhas, grandes, com tubo estaminal medindo 8 a 9cm de comprimento e corola com 14 a 15cm de diâmetro.
Embora seja de clima temperado quente, adapta-se bem ao clima subtropical e até ao tropical. É heliófita.
Prefere solos férteis, bem drenados. Não tolera solos ácidos.

Cultivo:
• Ambiente: o cultivo pode ser feito à beira de regatos, lagoas, cercas e estradas.
• Espaçamento: 3 x 2m.
• Propagação: estacas dos ramos. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita e aclimatadas sob telado de sombrite com 70% de sombra.
• Adubação: 1kg/planta de cama de aviário.
• Plantio: primavera.
• Colheita: inicia aos 14 a 15 meses após o plantio.


A Mimo de venus é antiinflamatória, anafrodisíaca, adstringente e oftálmica. É indicadas para insônia, oftalmias (uso tópico) e inflamações da garganta e dos olhos.
Desta planta são utilizadas as suas flores.

Conheça Melhor:
• As flores fornecem uma tinta escarlate utilizada em culinária e como cosmético para a pintura das sobrancelhas.
• Utilizada como graxa vegetal de sapatos, por conferir lustro ao couro.
• As folhas são muito apreciadas pelos coelhos.



ATENÇÃO: As propriedades medicinais e terapêuticas aqui postadas foram repassadas de geração em geração através do conhecimento popular, portanto, é necessário muita cautela na sua manipulação.
Não toque ou manipule qualquer planta para a produção de remédios caseiros sem antes ter uma prévia avaliação médica da situação do doente.
A manipulação de todo e qualquer espécie vegetal para a extração de propriedades terapêuticas ou medicinais deve ser feita apenas por pessoa com muito conhecimento no assunto e não pode substituir qualquer tratamento receitado por médico. Muitas plantas são tóxicas e podem oferecer risco de morte e demais transtornos. Não nos responsabilizamos por qualquer ato de terceiros com o uso das informações aqui postadas.

Cipó Cabeludo - Epífita Milagrosa na Medicina Popular



Indicado para o tratamento de bronquite, catarros crônicos, coqueluche, laringite, hemoptise, hematúria, frieiras, rachaduras e coceiras na pele, escarros sangüíneos, gota, reumatismo, varizes, lesões cardíacas e dilatação das veias.
A planta Cipó-cabeludo é béquica, antidiarréica, antidisentérica, diurética, antinefrítica, antinflamatória renal, anti-reumática,  adstringente e balsâmica.
Do Cipó-cabeludo utiliza-se a planta inteira.

Como utilizar:
Infuso ou decôcto: 2,5%; 50 a 200ml/dia.
Tintura: 5 a 25ml/dia.
Xarope: 20 a 100ml/dia.




O Polypodium vaccinifolium Langs. e Fischer. pertencente a família botânica Polypodiaceae. é popularmente conhecido no Brasil como Erva-silvina, Erva-teresa, Silvina, Solda, Soldinha ou Cipó cabeludo.
O Cipó-cabeludo é uma espécie autóctone que medra sobre o tronco e ramos de árvores da mata Atlântica litorânea ou em sub-bosques, capoeirões ou mesmo em arbustos grandes e árvores isoladas.
Planta epífita de caule epígeo, comprido, rastejante-aderente sobre o tronco de árvores, revestido de escamas flageliformes. As folhas são subsésseis, subcoriáceas, pequenas, obtusas, inteiras, as estéreis arredondado-oblongas, as férteis liguladas, soros dispostos em série de ambos os lados da nervura principal.

Plantio:
Ambiente: esta espécie deve ser cultivada como epífita, sobretudo sobre caule de árvores com casca escabrosa. O local de crescimento deve ser sombreado e umedecido freqüentemente, até que haja o pegamento das mudas.
Propagação: esporos e segmentos do rizoma. Os esporos são coletados de folhas maturas de plantas matrizes e pulverizados sobre uma pasta de argila misturada com húmus ou turfa. As árvores escolhidas como hospedeiras devem ser impregnadas, a cerca de 1,5 m do solo, com esfregaços circuncaules, com cerca de 1cm de largura, da mistura esporo+substrato. Os segmentos de rizoma são afixados sobre a casca da árvore, a cerca de 1,5m do solo, com barbante macio.
Plantio: primavera.
Plantas daninhas: eliminar outras plantas epífitas e líquens que crescem sobre a casca.
Colheita: inicia a partir do segundo ano de epifitismo.




ATENÇÃO: As propriedades medicinais e terapêuticas aqui postadas foram repassadas de geração em geração através do conhecimento popular, portanto, é necessário muita cautela na sua manipulação.
Não toque ou manipule qualquer planta para a produção de remédios caseiros sem antes ter uma prévia avaliação médica da situação do doente.
A manipulação de todo e qualquer espécie vegetal para a extração de propriedades terapêuticas ou medicinais deve ser feita apenas por pessoa com muito conhecimento no assunto e não pode substituir qualquer tratamento receitado por médico. Muitas plantas são tóxicas e podem oferecer risco de morte e demais transtornos. Não nos responsabilizamos por qualquer ato de terceiros com o uso das informações aqui postadas.


Canela da China - Do Ceilão para o Mundo



A Canela-cheirosa é utilizada para dores estomacais, diarréia, choques, calafrios, extremidades frias, tosses, dismenorréia, amenorréia, pressão baixa, respiração ofegante, crioulceração, ulcerações da gengiva e da mucosa da boca, doenças atônicas do estômago, vômitos nervosos, febres adinâmicas, influenza, escrófulas, metrorragias, hemorragias de partos, paralisia da língua e enxaquecas.

Uso:
1 a 3g/xícara na forma de infusão, tintura e Alcoolatura.
Vinho: macerar durante 30 dias 30g de casca em 500ml de vinho licoroso. Coar e tomar 1 cálice duas vezes ao dia, antes das refeições (tônico e digestivo).
Infusão piolhicida: ferver 2 xícaras das de chá de água e derrame sobre 2 paus de canela em uma vasilha. Abafar por 15 minutos. Após lavar a cabeça, enxaguar com o infuso de canela. Secar o cabelo e passar um pente fino.

Cuidados:
A planta é embriotóxica e abortiva, desaconselhável para gestantes e pessoas febris.

O pó da casca serve como condimento de quentão, curau, arroz-doce, mingau, compotas e doces.
A essência é utilizada na indústria de perfumaria.
A casca é comercializada em pedaços ou rolos, de 30 a 40 cm de comprimento por 3 a 10 cm de largura por 0,2 a 0,8 cm de espessura.


Dos frutos se obtém a cera de canela, usada para o fabrico de velas.

A Canela-cheirosa é estimulante digestivo, aromática, galactagoga, antisséptica, digestiva, carminativa, antiespasmódica, anti-reumática, hipertensora suave, piolhicida, cardiotônica, tônica, adstringente, antiescorbútica, antileucorréica e catamenial.

Taninos, amido, mucilagem, marmitol, minerais (2 a 4%), aldeído cinâmico (65 a 75%), eugenol (5%), safrol, carbureto terpênico, borneol, felandreno e ácido cinâmico. A folha contém 75% de eugenol e 3% de aldeído cinâmico. A casca da raiz contém cânfora.

Utiliza-se da Canela-cheirosa a casca da árvore, flores e as folhas.




A Cinnamomum zeylanicum Blume e a Cynamomum cassia Blume. que são pertencentes a família botânica Lauraceae. são popularmente conhecidas por todo o Brasil como Canela-da-china, canela-da-índia, caneleira ou Canela cheirosa.
A Canela-cheirosa é uma espécie alóctone originária do Ceilão, crescendo espontaneamente em altitudes de até 2.000m.
É uma árvore perene, de folhas persistentes, com cerca de 7 a 8 m de altura e com tronco de 20 a 25 cm de diâmetro. A casca é espessa, glabra e pálida. Os ramos são cilíndricos ou tetrágonos somente no ápice. As folhas são simples, alternas, coriáceas, luzidias, pecioladas, oblongas, elípticas-ovaladas ou oblongo-lanceoladas, 8 a 15 cm de comprimento por 3 a 4 cm de largura, acuminada, base subaguda a arredondada, 3-nervada, glabra.  A inflorescência é uma panícula cimosa, terminal e axilar. As flores são verde-amareladas, pequenas, em número de 2 a 5 por cimeira. O perianto é 6-lobado, 6 estames, pubescentes, ovário livre, com 1 lóculo. Não possui pétalas. O fruto é uma baga ovóide apiculada, com 8mm de comprimento, preta. A casca é de cor cinza-castanho, ligeiramente áspera, com rugas finas e lenticelas transversas. O odor é delicado, fragrante e aromático. O sabor é excitante, doce e pungente.
É de clima tropical, mas adapta-se bem ao subtropical.
A Canela-cheirosa prefere solos bem drenados, com pouca umidade, aerados e silicosos.

Cultivo:
Espaçamento: 3,5 x 3,5 m.
Propagação: sementes. A germinação, em substrato orgânico ocorre em 30 a 40 dias. Os pássaros são os principais disseminadores da espécie, cujas mudas espontâneas que se formam podem também ser aproveitadas para o plantio. A semeadura é feita em bandejas de isopor de células grandes ou em saquinhos plásticos perfurados, contendo substrato organo-mineral. A germinação ocorre em 40 a 50 dias.
Plantio: ano todo, com exceção do inverno.
A poda apical da planta permite uma arquitetura mais compacta, baixa e esgalhada.
Colheita: inicia a partir do quarto ano.




ATENÇÃO: As propriedades medicinais e terapêuticas aqui postadas foram repassadas de geração em geração através do conhecimento popular, portanto, é necessário muita cautela na sua manipulação.
Não toque ou manipule qualquer planta para a produção de remédios caseiros sem antes ter uma prévia avaliação médica da situação do doente.
A manipulação de todo e qualquer espécie vegetal para a extração de propriedades terapêuticas ou medicinais deve ser feita apenas por pessoa com muito conhecimento no assunto e não pode substituir qualquer tratamento receitado por médico. Muitas plantas são tóxicas e podem oferecer risco de morte e demais transtornos. Não nos responsabilizamos por qualquer ato de terceiros com o uso das informações aqui postadas.


sábado, 25 de junho de 2016

Picão-preto na Medicina Caseira

sábado, 25 de junho de 2016 - 0 Comments




O Bidens pilosa L. pertencente a família botânica Asteraceae, embora muito conhecido por Picão preto, possui vários outros nomes populares diferentes, variando conforme a região do país, entre eles estão: Carrapicho, Carrapicho-agulha, Carrapicho-cuambu, Carrapicho-de-agulha, Carrapicho-de-duas-pontas, Carrapicho-picão, Coambi, Cuambri, Cuambú, Erva-de-picão, Erva-picão, Erva-pilão, Fura-capa, Furacapa, Goambú, Macela-do-campo, Paconca, Picão, Picacho, Picacho-negro, Picão-do-campo, Picão-preto, Pico-pico e Piolho-de-padre.
O Picão preto é uma espécie autóctone da América tropical, cosmopolita, que ocorre espontaneamente a beira de estradas, áreas ruderais e em áreas agrícolas como planta infestante de lavouras. É uma planta herbácea, anual, ereta, glabra ou algo pubescente, de ramos dicotômicos, com 30 a 80cm de altura. Caule quadrangular, liso, com ramificação dística. Folhas opostas, as superiores alternas, pecioladas, 3-divididas, com segmentos ovais a lanceolados, com 2 a 7cm de comprimento, serrados, agudos ou acuminados, as superiores nem sempre divididas. Capítulos de flores tubulares e radiadas, amarelas. Invólucro campanulado com flores do disco perfeitas, perfeitas, com corola tubular, 5-dentadas. Aquênios planos, colunar-fusiformes, pretos, desiguais, os interiores mais compridos que o invólucro, o ápice é coroado por 2 a 4 saliências que permitem a aderência do fruto às roupas e pêlos.
Prefere os areno-argilosos, férteis, úmidos e revolvidos. O Picão preto desenvolve-se bem em climas quentes e frios, mas ocorre espontaneamente principalmente na primavera e verão.
É hipoglicemiante drástica, depurativa, hemostática, expectorante, antiartrítica, diurética, cicatrizante, antisséptica, anti-hemorroidária, antipirética, antiinflamatória, antiemética, tranquilizante, emenagoga, catártica, tônica do sangue, antidiarréica (as flores), vulnerária, vermífuga, antibiótica, anti-reumática, desobstruente do fígado, antidisentérica, sialogoga, odontálgica (a raiz), estimulante, antiescorbútica, amarga, mucilaginosa, antileucorréica e hepatoprotetora.

Cultivo:
Espaçamento : 0,3 x 0,3m.
Propagação: sementes, que são fotoblásticas positivas. São semeadas diretamente a campo. Não devem ser enterradas além de 1cm de profundidade.
Plantio: outono.
Florescimento: primavera, verão e outono.
Colheita: inverno.
Produção de sementes: cada planta produz de 3.000 a 6.000 sementes, todas prontamente viáveis após a maturação. Isto permite 3 a 4 gerações por ano.



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terça-feira, 14 de junho de 2016

Nomes Científicos de Plantas Começados com a letra W

terça-feira, 14 de junho de 2016 - 0 Comments





Waltheria communis A. St.-Hil. - Douradinha

Waltheria douradinha A. St.-Hil. - Douradinha do campo

Waltheria indica L. - Douradinha
Sinônimos: Waltheria americana L., Waltheria americana var. indica (L.) K. Schum., Waltheria americana var. subspicata K. Schum., Waltheria debilis Bojer, Waltheria erioclada DC., Waltheria makinoi Hayata.

Wasabia japonica M. - Raiz forte
Sinônimos: Alliaria wasabi (Siebold) Prantl, Cochlearia wasabi Siebold, Eutrema japonicum (Miq.) Koidz., Eutrema koreanum (Nakai) K. Hammer, Eutrema okinosimense Taken., Eutrema wasabi (Siebold) Maxim., Lunaria japonica Miq., Wasabia koreana Nakai, Wasabia pungens Matsum., Wasabia wasabi (Siebold) Makino.

Wedelia minor Horn. - Picão da praia

Wedelia paludosa DC. - Arnica do mato
Sinônimos: Acmella brasiliensis Spreng., Buphthalmum repens Lam., Buphthalmum strigosum Spreng., Complaya trilobata (L.) Strother, Seruneum trilobatum (L.) Kuntze, Silphium trilobatum L., Sphagneticola ulei O. Hoffm., Sphagneticola trilobata (L.) Pruski, Stemmodontia trilobata (L.) Small, Thelechitonia trilobata (L.) H. Rob. & Cuatrec., Wedelia brasiliensis (Spreng.) S.F. Blake, Wedelia carnosa Rich. ex Pers., Wedelia crenata Rich. ex Pers., Wedelia trilobata (L.) Hitchc.




IMPORTANTE: Tenha bem presente que esta não é uma página de receitas medicinais, mas sim uma divulgação dos usos e costumes das populações acerca dos usos populares das plantas empregues tradicionalmente na medicina caseira. Assim, esta página não pretende ser uma página de medicina mas sim uma página em que se transmite o património cultural do povo. Deste modo, é de salientar que qualquer utilização desta página como orientação para o consumo das plantas nela apresentadas é da exclusiva responsabilidade do visitante.

domingo, 12 de junho de 2016

Salvia officinalis L. - Sálvia

domingo, 12 de junho de 2016 - 0 Comments




A Salvia officinalis L. pertencente a família botânica Lamiaceae. é mais conhecida por seus diversos nomes populares como: Chá-da-europa, Chá-da-frança, Chá-da-grécia, Erva-santa, Grande-salva, Sábia, Salva, Salva-da-catalunha, Salva-das-boticas, Salva-das-farmácias, Salva-dos-jardins, Salva-mansa, Salva-menor, Salva-ordinária, Salveta ou simplesmente Sálvia.
Trata-se de uma espécie alóctone que cresce espontaneamente no sul da Europa, desde as margens do Mediterrâneo até 800m de altitude, em solos calcários, bem ensolarados e declivosos. No Brasil é muito cultivada em hortas e jardins caseiros.
Subarbusto lenhoso na base, multianual, aromático, de 0,3 a 0,6m de altura. Apresenta caule ramoso e tomentoso-pubescente, ereto, esbranquiçado, ramificado, quadrangular, formando uma moita lenhosa na base. Os ramos se renovam todo ano. Folhas oblongas, aromáticas, opostas, pecioladas (as inferiores), sésseis (as superiores), levemente crenadas e reticuladas, algo pubescentes,  verde-esbranquiçadas, esparsas, medindo 4 a 5cm de comprimento por 2cm de largura. Flores azul-violáceas, curtamente pediceladas,  dispostas em verticilos com 4 a 8 flores munidas de brácteas opostas, ovais, cordiformes, acuminadas, côncavas e caducas. Cálice pubescente, campanulado, estriado, bilabiado (3 dentes no lábio superior e 2 dentes no inferior). Possui odor e sabor quentes, picantes, um pouco amargos, canforáceos e aromáticos. A sálvia pode viver de 8 a 10 anos.
Prefere temperaturas amenas. É heliófita. É sensível a ventos frios. As regiões mais propícias para a produção são encontradas no sul do Brasil. A planta não se adapta à regiões quentes e muito pluviosas.
O solo indicado é o fértil, areno-argilosos, levemente alcalinos, permeáveis, bem drenado e rico em matéria orgânica. Solos ácidos favorecem à ocorrência de Fusarium sp., além de dificultar o enraizamento e desenvolvimento da planta.

Plantio:
Espaçamento : 0,7 x 0,3m.
Propagação: sementes, mergulhia, alporquia, divisão de touceiras, perfilhos e estacas da planta matriz. A semeadura é feita em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. Um grama de sementes contém 300 a 1.200 sementes, que germinam em cerca de 15 dias. A alporquia é feita em ramos novos com cerca de 1 a 2cm de diâmetro. Faz-se um corte anelar em volta do ramo, removendo-se a casca, deixando o lenho exposto numa faixa de 0,5cm. Sobre o anelamento e uns 4 a 5cm acima dele, recobrir o ramo com esfagno ou musgo encharcado com água. Isolar a alporquia com um filme plástico e amarrar as extremidades com barbante. Se houver um período de estiagem prolongado, convém injetar água na bolsa de alporquia utilizando uma injeção com agulha. O enraizamento deve ocorre em 40 dias. O ramo é então cortado abaixo da bolsa de alporquia. Retira-se o substrato sob água corrente, para não danificar as raízes e procede-se um raleio de folhas do ramos, retirando-se 1/3, antes do ramo ser colocado em saquinhos plásticos perfurados contendo substrato organo-mineral. A mergulhia consiste em enterrar um dos ramos flexíveis e basais da planta matriz para que ao longo de 30 a 40 dias possa enraizar. A parte do ramo que ficará sob o solo, deve ser raspada ou anelada numa extensão de 1 a 2cm. O uso de fito-hormônios pode acelerar o enraizamento de estacas da planta.
Substrato: para se evitar prováveis infecções de fungos vasculares e bacterioses, o substrato para a produção de mudas deve ser bem aerado e solarizado.
Plantio: outono  (propagação por sementes) e primavera (propagação vegetativa).
Desenvolvimento: as folhas adquirem coloração verde-intenso nos períodos chuvosos e acizentada, em períodos secos.
Adubação: 2 a 3kg/planta de húmus de minhoca ou composto orgânico, adicionado de 100 a 200g de fosfato natural. Readubar cada colheita feita.
Doenças: a mais comum que ocorre é a fusariose (Fusarium sp), responsável pela murcha e secamento progressivo da planta. Nesta situação, deve-se suspender a irrigação e eliminar as plantas afetadas. A planta é muito sensível a nematóides.
Florescimento: verão até o outono.
Colheita: é iniciada a partir do quinto mês após o plantio. A partir do 2o ano é possível fazer 2 cortes/ano. Colhe-se um pouco antes da antese das flores.
Rendimento: 200g de folhas por touceira (182).


Da Sálvia utiliza-se na medicina popular seus ramos e folhas novas e sumidades recém floridas.





Propriedades Etnoterapêuticas
Estimulante, emenagoga, atenuadora da transpiração, cicatrizante (folhas e flores), antiespasmódica, hipoglicemiante, bacteriostática, adstringente, diurética, cardiotônica, anti-reumática, digestiva, antisséptica, eupéptica, diaforética, antiinflamatória, vulnerária, carminativa, béquica, antidiarréica, tônica, alvejante dental, aromatizante bucal, fungicida, bactericida, antioxidante, balsâmica, expectorante, excitante, estimulante do sistema nervoso,  nervina, resolutiva e colerética.

Indicações da Sálvia:
Usada também para o tratamento de astenia nervosa, gengivites, inflamações da garganta, asma, dores reumáticas, doenças de pele (externamente), aftas, estomatite, gripe, resfriado, faringite, amigdalite, traqueobronquite, úlcera, vômitos, cefalalgias, escrófulas, febre reumática, edema, engurgitamento, mau hálito, sudorese excessiva dos pés, catarro crônico, astenia, crises nervosas e neuróticas, convalescença, depressão, diabetes, enfisema, entorse, frigidez, impotência, leucorréia, tabagismo e picadas de insetos.

Atividade Biológica:
É ativa contra bactéria Gram-positivas e negativas. O óleo essencial da planta apresenta atividade contra Bacillus subtilus, Micrococcus luteus, Escherischia coli e Serratia  marcescens.

Usos da Sálvia:
Infusão:
    10g de folhas e flores em 1 litro de água. Tomar 4 a 5 xícaras ao dia.
    2 xícaras das de cafezinho de folhas secas  por litro de água.  Tomar 1 xícara das de chá seis vezes ao dia. Em caso de vômitos, tomar 1 xícara das de chá antes e após o almoço.
Tintura: amassar um punhado de folhas de sálvia e deixar em maceração em 2 xícaras das de café de álcool de cereais e 1 xícara de água, durante 5 dias, em local escuro. Filtrar. Tomar 1 colher das de chá 10 a 15 minutos antes das refeições (mau hálito, sangramento das gengivas e aftas)
Gargarejos e bochechos: utilizar infusão ou tintura, 4 vezes ao dia (mau hálito, aftas, estomatites).
Xarope expectorante: 7g de pó da planta em 100g de mel. Tomar 4 a 5 colherinhas ao dia.
Dentifrício: friccionar os dentes com as folhas frescas.
Decocção: 50g de folhas e flores em 1 litro de água. Indicada em loções para feridas e em banhos para escrófulas.
Vinho: macerar durante 8 dias 80g de folhas em 1 litro de vinho de Samos. Tomar 1 cálice pequeno após cada refeição.

Cuidados:
É atóxica nas doses usuais, porém as gestantes devem evitá-la. Doses elevadas podem aumentar a pressão arterial.

Conheça Melhor:
As cinzas ajudam a clarear os dentes.
Muito utilizada como tempero de carnes, peixes, pães, patês de queijo e molhos e para aromatizar vinagres.
Utilizada ainda como insetífuga doméstica.
O óleo essencial pode ser usado como ingrediente de cosméticos, desinfetantes e higienizadores bucais.
As flores são melíferas.






IMPORTANTE: Tenha bem presente que esta não é uma página de receitas medicinais, mas sim uma divulgação dos usos e costumes das populações acerca dos usos populares das plantas empregues tradicionalmente na medicina caseira. Assim, esta página não pretende ser uma página de medicina mas sim uma página em que se transmite o património cultural do povo. Deste modo, é de salientar que qualquer utilização desta página como orientação para o consumo das plantas nela apresentadas é da exclusiva responsabilidade do visitante.

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