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domingo, 29 de março de 2015

Cardo-de-santa-maria




INDICAÇÕES DO CARDO-DE-SANTA-MARIA:
Indicada para distúrbios cardiovasculares e hepáticos e, ingerida 8 dias antes de uma viagem, evita o enjôo. Das sementes obtém-se uma tintura  útil no tratamento de moléstias da uretra, do útero e também das hemorróidas. Indicada ainda para o tratamento da icterícia e afecções hepáticas.

COMO USAR:
Decocção: ferver por 5 minutos, 2 colheres das de sopa de folhas em ½ litro de água. Tomar em pequenos goles. Favorece a digestão de alimentos ricos em gordura.
Vinho: macerar 20g de folha de cardo-de-santa-maria e 5g de cravo-da-índia em 1 litro de vinho branco, durante 5 dias. Coar e tomar 1 cálice após as refeições.

TOXICOLOGIA
Em doses excessivas, o chá pode causar queimaduras nas mucosas das vias digestivas, vômitos e diarréias. Não se deve utilizar quando de problemas renais, úlcera e gastrite. Não é recomendado o uso por crianças. As sementes só podem ser utilizadas segundo prescrição médica. Pode acumular muito nitrato nas folhas, podendo então ser tóxica.

FITOQUÍMICA:
Óleo essencial, histamina, silimarina, tiramina, silidianina.

PROPRIEDADES DO CARDO-DE-SANTA-MARIA:
É tônica, hipertensora, colagoga, colerética, diurética, digestiva e aperiente.

As partes utilizadas são as folhas, raízes e sementes.






NOME CIENTÍFICO: Silybum marianum (L.) Gaertn.
FAMÍLIA BOTÂNICA: Asteraceae.
NOMES POPULARES: Cardo-branco, cardo-de-nossa-senhora, cardo-leiteiro, cardo-mariano, cardo-santo, serralha-de-folhas-pintadas.
Espécie alóctone, originária das regiões mediterrânicas. Cresce espontaneamente em solos arenosos e pedregosos, e subespontaneamente em áreas ruderais, cultivadas, a beira de caminhos e em áreas nitrófilas. É encontrada até 700 m de altitude.
Planta herbácea anual ou bianual, de caule, ereto, robusto, com cerca de 0,3 a 1,0m de altura. Caule cilíndrico, sulcado, verde, glabro. As folhas formam uma roseta basal. São grandes (30 a 50cm de comprimento), pecioladas, profundamente lobadas, brilhantes, verdes, mescladas com branco ao longo da nervura, alternas, sinuadas ou dentadas, com as margens onduladas orladas de espinhos amarelos e cílios. Inflorescência em capítulos hemisféricos solitários, terminais, medindo 3 a 4cm de diâmetro. Flores violetas, tubulosas, com brácteas coriáceas terminadas em espinho. O fruto é um aquênio grande, preto, brilhante ou matizado de amarelo, encimado por um papilho de pelos denticulados. Raiz aprumada e grossa.
É de clima temperado quente ou subtropical de altitude.  É heliófita.
Prefere solos férteis, arenosos, profundos e permeáveis.

AGROLOGIA:
Ambiente: por ser uma espécie muito sensível às bacterioses, que proliferam-se em solos úmidos, o cultivo em regiões muito pluviosas deve ser feito em estufas plásticas, com irrigação por gotejamento.
Espaçamento: 1,0 x 0,50m.
Propagação: só ocorre via sementes, que são semeadas em bandejas de isopor em substrato areno-orgânico.
Plantio: outono.
Pragas: A planta é muito vulnerável ao ataque de Diabrotica sp., que destrói toda a folhagem.
Doenças: em regiões de alta pluviosidade, é comum a ocorrência de Erwinia sp., que causa a podridão das plantas.
Florescimento: primavera.
Colheita: inicia após o quarto mês após o plantio, antes que as flores abram totalmente.
Produção de sementes: deve ser feita em regiões com baixa umidade relativa do ar e com baixos índices pluviométricos. O espaçamento entre fileiras pode ser de 70 cm e entre plantas de 12 cm, obtendo-se rendimentos de cerca de 950 kg/ha.

PROPRIEDADES E CURIOSIDADES:
O sabor das folhas é amargo, forte e duradouro. Inodora.
É ornamental em jardins ensolarados.
As folhas novas são utilizadas como saladas e as raízes e os capítulos são preparados por cozedura em água.
As folhas trituradas são apreciadas pelo gado e as sementes são apreciadas pelas aves.

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