loading...

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Anil




É utilizada no tratamento das afecções das vias urinárias, cólicas, intoxicações exógenas, obstipação intestinal, hepatite, afecções do sistema nervoso e uretrite blenorrágica. A raiz é indicada para coréa, epilepsia, icterícia,  É reputada como antídoto do mercúrio e do arsênico. Também indicada para a laringite aguda, linfoadenite, escabiose, erupções da pele.

Antiespasmódica, emenagoga, estomáquica, sedativa, sarnicida (folhas machucadas), diurética, febrífuga, antiepiléptica, purgativa, depurativa, antiálgica e antiinflamatória. A raiz é odontálgica e já foi utilizada como antiofídica.

Fitoquímica:
Leucoindigodina. Submetida à altas temperaturas, transforma-se em indigotina, que é o anil.

Como Usar:
Cataplasma: folhas frescas utilizadas externamente, previamente esmagadas.
Decocção:
15g/dia.
ferver 5g  de  folhas  ou  raízes em  1 litro  de água. Tomar 1 a 2 xícaras ao dia (icterícia e hepatite). Dose mais forte, feita com a raiz, pode ser usada em bochechos, para odontalgias.
Infusão: 5g/litro de água. Tomar 1 a 2 xícaras por dia. O sabor do chá é algo salgado.

Partes Utilizadas: Folhas e raízes






Nome Científico: Indigofera suffruticosa Mill.
Família Botânica: Papilionaceae.
Nomes Populares: Anil-do-campo, anileira, anileira-da-índia, anileira-verdadeira,  caá-chica, caá-chira, caá-obi, caá-timbó, caobi-índigo, guajaná-timbó,  índigo, indigueira, timbó-mirim, timbozinho.
Origem: Espécie alóctone originária das Antilhas e América Central. Vegeta espontaneamente em pastagens, terrenos abandonados e áreas ruderais.

Planta subarbustiva perene, ramosa, que cresce 0,8 a 1,0 mts. de altura. O caule é anguloso, acizentado. As folhas são glaucas, imparipenadas, compostas de 7 a 15 folíolos opostos, linear-elípticos ou oblongo-agudos, inteiros, glabros na face ventral e pubescente na dorsal. As flores são róseas, curto-pedunculadas, pequenas, abundantes, dispostas em rácimos axilares eretos. O fruto é uma vagem arqueada, quase quadrangular, seríceo-pubescente, com cerca de 2 a 3 cm de comprimento, contendo seis a oito sementes pardacentas, angulosas ou subcilíndricas, lisas e duras.
Esta espécie cresce mesmo em solos pedregosos, arenosos e até mesmo em dunas de areia. Não tolera solos encharcados ou muito argilosos.
É de clima tropical, prosperando melhor em regiões quentes e pouco pluviosas.

Plantio:
Espaçamento: 1,0 x 1,5 mts.
Propagação: sementes e estacas de ramos. As sementes são postas a germinar em substrato organo-mineral, enquanto que as estacas em areia ou vermiculita.
Plantio: setembro a outubro.
Florescimento: abril a maio.
Doenças: em regiões úmidas, é comum a ocorrência de sementes chochas e fungadas.
Colheita: inicia 6 a 8 meses após o plantio.
Rendimento: em um hectare obtém-se cerca de 330 a 560 kg de anil ou 40g para cada 10kg de folhas.

Toxiologia:
Extrai-se da planta o índigo, altamente tóxico, o qual após aquecido em altas temperaturas dá origem à indigotina - substância corante pura que se cristaliza em pequenas agulhas brilhantes de coloração e reflexo cúprico.

Curiosidades:
As sementes e raízes, pulverizadas, são utilizadas como insetífugas.
As folhas fornecem matéria tintória, conhecida como anil.

Tags:

1 Responses to “Anil”

Postar um comentário

Assine Nosso Feed de Notícias

Assine nosso Feed de Notícias e fique sempre atualizado

© 2015 Remédios da Vovó.com.br. All rights reserved.
Designed by SpicyTricks