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domingo, 30 de agosto de 2015

Tajujá



Utilizada nas dermatoses, ciática, erisipelas, úlceras, feridas, linfagites crônicas, furúnculos, eczemas, dartros, pregas, manchas do rosto, dispepsias, atonia gastrointestinal , dilatação do estômago e paralisia.
Existem relatos de mais de 100 propriedades fitoterápicas da planta, mas seu principal efeito é como drástica, quando a raiz não está seca. É anti-reumática, anti-sifilítica, depurativa, antinevrálgica, calmante das dores, desintoxicante, desobstruente do fígado e do baço, emenagoga, emética, anti-hidrópica e purgativa, quando seca.
Fitoquímica:
Amido e alcalóides (cucurbitacina).
Em geral são utilizadas da Tajujá as raízes tuberosas, mas também podem ser utilizadas as folhas e ramos.

Como utilizar:
Decocção: 10 partes de raiz para 1.000 partes de água.






A Tajujá ou Cayaponia tayuia M. pertencente a família botânica Cucurbitaceae é uma espécie autóctone das matas ciliares e de restinga que cresce preferencialmente em grotas úmidas. A planta se estabelece em locais úmidos e seus ramos crescem em direção à luz, normalmente subindo encostas e despenhadeiros.
Também pode ser conhecida por outros nomes populares, dependendo a região do Brasil, tais como: Abobrinha-do-mato, Ana-pinta, Ana-pimenta, Azougue-dos-pobres, Cabeça-de-negro, Caiapó, Capitão-do-mato, Fruta-de-gentio, Melão-de-são-caetano, Purga-de-caboclo, Purga-de-gentio, Purga-de-pai-joão, Raiz-de-bugre, Taiuiá-de-fruta-envenenada, Tayuyá ou Tomba.
Planta trepadeira alta, de caule sulcado e de raízes perenes e folhas anuais. As folhas são pecioladas, grandes, palmadas, 3 a 5 lobadas, membranosas, lobos ovais-oblongos, agudos, denteados ou sublobados. As flores são branco-esverdeadas, 2-3 axilares nas folhas. O fruto é um pepônio, ovóide, avermelhado e liso. A raiz é tuberosa, esponjosa e amarelada, chegando atingir 2m de comprimento e 20cm de espessura.

Plantio:
Ambiente: por ser uma planta rústica, implantar o cultivo em áreas acidentadas e declivosas.
Espaçamento: 3 x 2,5m.
Propagação: sementes e brotações da túbera. Semear em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. As brotações da túbera são enraizadas em areia ou vermiculita, mantidas umedecidas.
Plantio: Setembro.
Adubação: 1kg/planta de cama de aviário adicionado de 100g de fosfato natural.
Florescimento: dezembro a março.
Colheita: inicia no segundo ano de cultivo, de  Outubro a Fevereiro.

Toxicologia:
A cucurbitacina, o principal alcalóide, é tóxica.

Curiosidades:
A planta é altamente atrativa de vaquinhas (Diabrotica spp), servindo como isca natural para o controle da praga.
Alguns criadores de gado cortam as raízes em rodelas, secam e misturam-nas à ração de milho para a engorda.

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