loading...

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Pinhão-roxo





O Pinhão roxo é útil para o tratamento de feridas, mordida de animais peçonhentos, obstruções das vias abdominais e gripes fortes. A planta é ainda utilizada para cólicas estomacais, nefríticas e hepáticas e para úlceras gastrintestinais.

O Pinhão roxo é Antiasmática (as flores), Anticatarral, Purgante, Vomitiva (o óleo da semente), Antidiabética, Antiartrítica, Diurética, Purgante, Vomitiva, Vulnerária, Laxante, Anti-helmíntica (folhas), Anti-reumática, Derivativa, Antiinflamatória, Diurética, Anti-hidrópica e Antitérmica.

Farmacologia:
Observou-se efeito hipoglicemiante in vivo em ratas tratadas com dexametasona (Llanes et al., apud). Extratos etanólicos a 95% das raízes apresentaram atividade antitumoral em ratos portadores de leucemia P-338, carcinoma de Walker, sarcoma 180 e WM 256 e adcarcinoma pulmonar de Lewis. A atividade é atribuída a jatrofona. O extrato etanólico das folhas apresenta atividade depressora do sistema nervoso central (via intraperitonial) e uma leve ação anticonvulsionante em ratos com convulsões induzidas por metrazol. O extrato etanólico da raiz, via intraperitonal, antagoniza as convulsões induzidas por estrecnina, em ratos. O extrato das folhas é inativo.

Atividade Biológica:
O diterpeno apresenta atividade antiprotozoaria  . Os ramos e caule apresentam atividade antimicrobiana in vitro contra Escherischia coli. Os extratos acuosos e etanólicos da planta inteira apresentam atividade moluscicida frente a Bulinus globulus. O extrato acuoso da folha (15g/ml) mostrou-se ativo contra Plasmodium falciparum, causador da malária. Apresenta atividade antibiótica contra Microsporum cani e Microsporum gypseum; atividade sobre o vírus citomegalo e Sindbis; inibição dos tumores em disco da batata (LC50=3,0mg/ml); atividade moluscicida contra Biompholaria glabrata.

Fitoquímica do Pinhão roxo:
Flavonóides, taninos, saponinas e histamina. As raízes e sementes contém terpenos e lignanos, sendo que as sementes contém curcina, uma proteína tóxica  e ésteres diterpênicos de forbol. Os ramos contém lignanos, alcalóides, álcoois alifáticos de cadeia larga e palmitona. A folha contém histamina, vitexina, iso-vitexina e taninos. Substâncias específicas: apigenina, jatropina, -butiri-lactona-2-piperonilida, jadaina, jatropha-factor G-2,3,4- apoxijatrophatriona, 3,4--epoxijatrophatriona, jatropholonas A e B, jatrofona, 2--hidroxijatrofona, 3,4--epoxi-jatrofona, 2,3-bishidroximetil-6-naftaleno, 12-desoxi-16-hidroxiphorbol, prasanthalina, saponaretina e vitexina.

Toxicologia:


A planta é abortiva, por ser estimulante da musculatura uterina. O extrato etanólico da raiz (95%) apresenta atividade citotóxica in vitro. O contato com a planta pode provocar severas reações alérgicas e a seiva pode causar dermatites. O óleo da semente, aplicado topicamente, causa irritação na pele. A dose letal média, DL50, in vitro do extrato etanólico utilizando Artemia salina foi de 1,0mg/ml. As sementes não devem ser utilizadas.










Batata-de-teú, Erva-purgante, Jalopão, Mamoninha,  Manfuí-guaçú, Peão-curador, Peão-pagé, Peão-roxo, Pião-caboclo, Pião-roxo, Pinhão-bravo, Pinhão-de-purga, Pinhão-do-paraguai, Raiz-de-teú e Pinhão roxo são os diversos nomes populares da Jatropha gossypiifolia L., espécie pertencente a família botânica Euphorbiaceae.
Espécie de origem americana que cresce em terrenos ermos, em baixa altitude.
Planta anual com cerca de 1,0 a 1,5m de altura, ramificada. Folhas alternas, palmadas, glabras, ciliadas ou glandulíferas na margem, 3 a 5 partidas ou lobadas, pecioladas, pubescentes, glabrescentes na face dorsal. Inflorescência em cimeira contraída, composta de flores monóicas, as masculinas na parte superior. Cálice 5-lobado, 5 pétalas livres, com 8 a 12 estames. Pétalas obovadas de cor púrpura escura. Flores femininas dispostas nas partes baixas da inflorescência com estigma bifurcado. O fruto é uma cápsula ovóide ou subglobosa, truncada em ambos os extremos, 3-sulcadas, com 1cm de diâmetro, separando-se facilmente em carpelos 2-valvos. O fruto contém uma semente escura com pintas negras.
Cresce espontaneamente em regiões tropicais, embora adapte-se as subtropicais.

Cultivo:
Espaçamento: 1,5 x 1,5m.
Propagação: sementes. As mudas podem ser preparadas semeando-se em bandejas de isopor ou  saquinhos plásticos, contendo substrato organo-mineral.
Plantio: outono e primavera.
Adubação: 1kg/planta de cama de aviário.
Colheita: inicia 1 a 2 anos após o plantio.





IMPORTANTE: Tenha bem presente que esta não é uma página de receitas medicinais, mas sim uma divulgação dos usos e costumes das populações acerca dos usos populares das plantas empregues tradicionalmente na medicina caseira. Assim, esta página não pretende ser uma página de medicina mas sim uma página em que se transmite o património cultural do povo. Deste modo, é de salientar que qualquer utilização desta página como orientação para o consumo das plantas nela apresentadas é da exclusiva responsabilidade do visitante.

Tags:

1 Responses to “Pinhão-roxo”

Postar um comentário

Assine Nosso Feed de Notícias

Assine nosso Feed de Notícias e fique sempre atualizado

© 2015 Remédios da Vovó.com.br. All rights reserved.
Designed by SpicyTricks